Poemas e Prosas: POESIA DE MURILO MENDES

sábado, 11 de abril de 2015

POESIA DE MURILO MENDES

QUINZE DE NOVEMBRO
DE MURILO MENDES

Deodoro todo nos trinques
bate na porta de Dão Pedro Segundo.
- Seu imperadô, dê o fora
que nós queremos tomar conta desta bugiganga.
Mande vir os músicos".
O imperador bocejando responde
"Pois não meus filhos não se vexem
me deixem calçar as chinelas
podem entrar à vontade:
só peço que não me bulem nas obras completas de Vítor Hugo".